sábado, 5 de abril de 2014

Acordo Ortográfico:: acentuação

Desde 1945, não se usa em geral acento nas palavras que terminam em vogal <a>, <e> ou <o> e cuja sílaba tónica é a penúltima (palavras graves/paroxítonas).

Algumas das exceções a esta regra que subsistiam deixam agora de existir, generalizando-se o princípio.
É, assim, alterada a acentuação nos seguintes casos.

pera, pelo

São eliminados alguns acentos que serviam para distinguir palavras que têm pronúncias, significados ou funções diferentes mas que pela normal aplicação das regras gerais de escrita teriam a mesma grafia.
A lista abaixo apresenta os casos que são afetados por esta alteração.

pára (do verbo parar) -> para
pêlo (nome) -> pelo
péla (do verbo pelar), péla (nome) -> pela
pólo (nome) -> polo
pêra (nome), péra (nome) -> pera

boia, asteroide

É eliminado o acento no ditongo <oi> em palavras graves/paroxítonas.
Tal como já acontecia em palavras como comboio, dezoito e boina, agora todas as palavras graves/paroxítonas com aquele ditongo, como asteroide, jiboia, joia ou paranoico, deixam de se acentuar.
Importa não esquecer que esta regra apenas se aplica às palavras graves/paroxítonas; as palavras agudas terminadas em <oi>, como corrói, destrói, dói ou herói, continuam a escrever-se com acento gráfico.

veem, releem

É eliminado o acento nas formas verbais terminadas em <eem>: creem, deem, leem, reem e veem e seus derivados - isto é, todas as formas que têm como base esses verbos, como descreem, desdeem, reveem ou releem.

averigue, obliques

É eliminado o acento na letra <u> dos poucos casos de terminações verbais gue(s), que(s), gui(s) e qui(s) que o tinham, como nos casos de

averigúe -> averigue;
obliqúe -> oblique;
argúi -> argui;
delinqúis -> delinquis.

Importa ter em conta que formas como a da primeira pessoa do pretérito perfeito do indicativo do verbo arguir, arguí, tendo como vogal tónica a
letra <i> - e não <u>, como enuncia a regra -, mantêm o acento gráfico.

Estudando a Lingua Portuguesa